terça-feira, 19 de maio de 2009

Luzilá vai a Pasárgada







Grupo de trabalho
Almir -Juzi - Fátima - Douglas - Vera - Welson

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Intertextualidade, poesia e aprendizagem na sala de aula

A maneira como, muitas vezes, o texto poético é trabalhado em nossas salas de aula faz com que o número de leitores de poesia seja "minguado". O mesmo ocorre quando "aprendemos" (e ensinamos) os sinais de pontuação aos nossos alunos, eles até sabem "para que serve o sinal de exclamação": é empregado para marcar o fim de qualquer enunciado com entonação exclamativa, que normalmente exprime admiração, surpresa, assombro, indignação etc. Não é isso que dizem as Gramáticas Normativas?!
Simplista demais, não?!
E o que dizer das possibilidades que a "!" encerra, e de como pode ser rico o casamento entre a poesia e pontuação? E de como a leitura da poesia - dissemos leitura, não estudo - pode tornar a aprendizagem mais saborosa.
A título de exemplo, gostaríamos de citar o poema concreto (sem título)que criamos, cujos versos dialogam com "Poema de sete faces" e "Com licença poética", de Carlos Drummond e Adélia Prado, respectivamente, e que tem como "trilha sonora" (usem a sua imaginação, amigos) a canção "Eu, Tu, Eles", de Targino Gondim.
Vale ressaltar que a nossa produção deu-se após a leitura do poema "Tango", de Dirceu Câmara Leal. Ambos os textos, o de Dirceu e o nosso, foram trabalhados na formação dos professores cursistas da Prefeitura de Olinda, no espaço da Oficina que chamamos de "Troca-troca de experiências" numa referência à revista anual publicada pelo Departamento de Educação Básica da Secretaria de Educação dessa Prefeitura. Acreditamos que essa socialização de experiências pode estimular os colegas cursistas a criar com seus alunos, do 6º ao 9º ano, textos diversos com o pouco que têm. Vamos ao texto?

... - !
Um e sessenta - Um e setenta e quatro
Enxofrado - Diabo louro
Mofino - Viçosa
Vai ser “guache” na vida - Vai carregar bandeira
Carlos - Adélia

Eu vou falar com ele, eu vou
Falar do meu tesão por ele, eu vou!!!

... !!!
...!!!
...!!!
!!!...
!!!...
!!!...
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Grupo: Ana de Paula, Betânia, Edvânea, Fátima e Mércia

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O assassino era o escriba





Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjunção.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.


(Poema extraído do livro Caprichos e relaxos de Paulo Leminsky.
São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 144).

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Poses e produções













SEU JOÃO: AS APARÊNCIAS ENGANAM

João da Silva, mais conhecido como “seu João”, casado, 4 filhos, 63 anos de vida, caminhoneiro com 30 anos de estrada, amante da literatura.

REPÓRTER: Bom dia, seu João! O que o senhor está lendo hoje?
Seu João: Tô lendo O Retrato de Dorian Grey

REPÓRTER: Dorian Grey?! O senhor comprou ou ganhou esse livro?
Seu João: Ah, eu peguei emprestado com meu filho, que está na faculdade.

REPÓRTER: Conte essa história, seu João! Que faculdade ele está fazendo? O senhor só tem ele como filho?
Seu João: Ih... tenho ele e mais três meninas. O menino tá fazendo História na FAMASUL, e as meninas já tão tão formadas: uma é enfermeira, a outra é professora e a mais velha é advogada no “Ricife”

REPÓRTER: E o seu interesse pela leitura, começou quando? O senhor sempre gostou de ler?
Seu João: Eu gostava de ler na escola, mas parei muitos anos, porque tive desde pequenininho acompanhar meu pai na boleia do caminhão dele. Mas quando fiquei grande e me casei e vi que não queria essa vida pra meus filhos, fiz de tudo pra que eles tivessem estudo e fossem alguém na vida. E hoje, cada um é.

REPÓRTER: Mas a leitura, quando é que começou realmente?
Seu João: Os meninos traziam pra casa os livros que as professoras mandavam ler, e eu ia sempre que podia lendo um livro ou outro acompanhando as histórias... já li de um tudo: O alienista, Morte e Vida Severina (que vida Severina!), Crime e castigo, O crime do padre Amaro, ah... foram muitos

REPÓRTER: E o que o senhor está achando de O Retrato de Dorian Grey?
Seu João: É assustador!

REPÓRTER: Como assim?
Seu João: Ah, é porque quem vê cara, não vê coração. O moço é bonito, mas é ruim e não se importa com o que os outros sentem...

REPÓRTER: E os seus amigos, quando veem o senhor lendo, o que dizem?
Seu João: No início, eles ficavam rindo, mexendo comigo, mas depois queriam saber como era a história. E eles, agora, brincando, me chamam de “professor”.

REPÓRTER: E o senhor gosta? Queria ter seguido uma oura profissão, professor, talvez?!
Seu João: Eu me divirto e sei que eles me respeitam, mas eu não queria ser outra coisa não! Criei meus filhos e, mesmo não tendo terminado os estudos, aprendi muito na estrada.


REPÓRTER
: E parar de ler, o senhor pensa?
Seu João: De jeito nenhum! Só quando eu morrer.


Equipe: Ana Paula, Betânia, Edvânea, Mércia

O Reinado do Rato




O rato Rufino, raivoso, repentinamente, roeu o resto da rica roupa do rigoroso rei Raimundo Rodrigues Rocha Resende, refinado rei que reinava na romântica Roma. A ruiva rainha Roberta, ridícula e rebelde, resmungou reivindicando rapidez na resolução e reparação dos remendos, reutilizando a rasgada roupa roxa. Respirando rapidamente, o rato rufalhão raptou o restante do roquefort reservado à realeza. Revoltada a rainha reivindicou ratoeiras rodeando o reino. O rei recompensa rica e regiamente o resgatador do rato. E o rato? Resumindo a rapsódia, resolveram rato e rei reconciliar-se renegando o rebuliço.

segunda-feira, 11 de maio de 2009




"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina"


Cora Coralina